Em 2026, a reforma tributária do Imposto de Renda entra em vigor trazendo mudanças profundas na forma como os rendimentos serão tributados. Para investidores de todos os perfis, compreender cada detalhe dessas alterações é fundamental para garantir rentabilidade líquida de investimentos e proteger o patrimônio.
Introdução à Reforma Tributária
As Leis 15.570/25 e 15.270/25 instituíram novas alíquotas, regras e até um Imposto de Renda Mínimo para pessoas físicas de alta renda (IRPFM). A proposta principal foi tributar dividendos, encerrar isenções seletivas e criar um piso de tributação para quem ganha mais de R$ 600 mil por ano.
O objetivo é tornar o sistema mais progressivo e reduzir distorções existentes. No entanto, muitos aproveitam essa transição para reestruturar suas carteiras e buscar eficiência tributária como novo pilar de alocação, alinhando-se à nova realidade.
Nova Tabela do IR e IRPFM
Em janeiro de 2026, a tabela progressiva do IRPF será revisada, passando a isentar rendimento mensal de até R$ 5 mil, com alíquotas crescentes até o teto de R$ 88,2 mil anuais. Já o IRPFM incide sobre quem recebe mais de R$ 600 mil por ano, podendo alcançar 10% efetiva acima de R$ 1,2 milhão.
- Isenção para até R$ 60 mil/ano de renda.
- Redução gradual até R$ 88,2 mil/ano.
- IRPFM de até 10% para quem ultrapassar R$ 1,2 milhão.
- Deduções mantidas: dependentes, educação e desconto simplificado.
Tributação de Dividendos e Lucros
A grande novidade é a tributação de dividendos: 10% sobre valores superiores a R$ 50 mil por mês, aplicável a lucros gerados a partir de 2026 e distribuídos depois de 1º de janeiro. Para lucros enviados ao exterior, o IRRF também será de 10%, sem limite mínimo.
Essas mudanças exigem atenção redobrada no planejamento, pois podem reduzir significativamente a liquidez. Investidores costumam buscar antecipar distribuições ou estruturar holdings para minimizar o impacto.
Análise por Tipo de Investimento
Cada classe de ativo sofreu ajustes diferentes. Segue uma comparação entre o regime atual e o que vigorará em 2026, além de estratégias até o fim de 2025.
Estratégias Práticas de Planejamento
Para quem já planeja o futuro financeiro, reorganizar o portfólio antes de 31 de dezembro de 2025 é crucial. A meta é consolidar posições em ativos isentos e travar as condições atuais de tributação, garantindo investimentos isentos em destaque e menor exposição aos novos impostos.
Além disso, avaliar estruturas de holdings e fundos privados pode reduzir a alíquota efetiva. Adotar previdência privada e fundos de infraestrutura também é estratégia recorrente para quem busca planejamento patrimonial eficaz e estratégico.
- Migrar recursos para LCIs, LCAs e FIIs até o prazo final.
- Consolidar fundos multimercado bem estruturados.
- Revisar periodicidade de distribuições de dividendos.
- Considerar segmento de infraestrutura e debêntures incentivadas.
Perguntas Frequentes
Investidores têm dúvidas sobre quem deve declarar, quais deduções permanecem e como lidar com o IRPFM. Conhecer cada detalhe evita surpresas na hora da declaração de 2026.
- Quem precisa declarar em 2026? Qualquer pessoa com renda superior a R$ 60 mil no ano.
- Quais deduções continuam valendo? Dependentes, educação e desconto simplificado.
- Como funciona o IRPFM? Incide sobre ganhos acima de R$ 600 mil/ano.
- O que entra na base de cálculo? Rendimentos tributáveis, excluindo isenções previstas.
Conclusão
A reforma do Imposto de Renda em 2026 traz desafios e oportunidades. Com informação e planejamento estratégico, é possível manter a rentabilidade e proteger o patrimônio. O momento é de agir com antecedência, revisar alocações e aproveitar benefícios dos ativos isentos.
No novo cenário, a eficiência tributária como novo pilar de alocação faz toda a diferença para quem deseja crescer de forma sustentável e segura.
Referências
- https://brazileconomy.com.br/financas/2026/01/fundos-imobiliarios-e-fi-infra-ganham-atratividade-com-nova-lei-do-imposto-de-renda/
- https://unicred.com.br/blog/educacao-financeira/imposto-sobre-investimentos-o-que-fazer-hoje-para-manter-isencoes-e-reduzir-taxas-em-2026/
- https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2025/11/05/entenda-as-regras-para-isencao-do-imposto-de-renda-e-taxacao-de-altas-rendas
- https://borainvestir.b3.com.br/noticias/imposto-de-renda/veja-a-nova-tabela-do-imposto-de-renda-em-2026-e-o-que-muda-nos-descontos-dos-salarios/
- https://www.abecip.org.br/imprensa/noticias/governo-estuda-mudar-regras-de-titulos-isentos-de-ir-em-2026-folha-de-sao-paulo
- https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-01/veja-faixas-e-aliquotas-das-novas-tabelas-do-imposto-de-renda-2026
- https://www.gov.br/secom/pt-br/acompanhe-a-secom/noticias/2026/01/nova-tabela-do-ir-veja-faixas-e-aliquotas-e-saiba-mais-sobre-medida-que-isenta-o-pagamento-para-quem-ganha-ate-r-5-mil
- https://www.infomoney.com.br/minhas-financas/imposto-de-renda-2026-duvidas-iniciais/
- https://www.jota.info/tributos/quem-deve-fazer-a-declaracao-do-imposto-de-renda-pessoa-fisica-irpf-em-2026
- https://progressocontabil.com.br/imposto-de-renda-2026-o-que-mudou-o-que-continua-e-o-que-voce-precisa-saber-2/







