Crédito X Poupança: Qual a Melhor Estratégia?

Crédito X Poupança: Qual a Melhor Estratégia?

Em um momento em que a economia brasileira enfrenta altas taxas de juros e um ambiente de incertezas, saber onde alocar seu dinheiro torna-se fundamental para proteger seu patrimônio e maximizar ganhos.

Cenário Econômico de 2026

O ano de 2026 chega com a Selic em 15%, o maior patamar desde 2006. Esse patamar elevado favorece investimentos em renda fixa pós-fixada, mas desestimula o consumo por crédito.

Ao mesmo tempo, a poupança registra captação líquida negativa de R$ 67,5 bilhões em 2025, com saldo em queda de 0,9%, atingindo R$ 766 bilhões.

Com inflação projetada em torno de 4,0% e um CDI médio de 13,59%, o investidor busca alternativas para obter ganho real superior à inflação projetada sem abrir mão da segurança.

Como Funciona a Poupança

Quando a Selic está acima de 8,5%, a caderneta rende 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR), que gira em torno de 0,17% mensal, resultando em aproximadamente 0,67% por mês e 8,3% ao ano de rendimento nominal.

Além disso, a poupança oferece liquidez diária sem custos adicionais e isenção de Imposto de Renda, sendo atraente para quem precisa de acesso imediato aos recursos.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) protege depósitos de até R$ 250 mil por CPF e por instituição, garantindo segurança mesmo em eventos extremos.

Funcionamento do Crédito e CDB

Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) pós-fixados, muitas vezes atrelados ao CDI, oferecem taxas que podem superar 100% do indicador, compensando o maior risco de crédito das instituições.

Por exemplo, um CDB de 105% do CDI rende cerca de 11,66% ao ano bruto. Após a alíquota de IR regressiva (22,5% para prazos até seis meses, caindo a 15% para mais de dois anos), o resultado líquido ainda supera significativamente a poupança.

Além disso, o investidor conta com taxas pós-fixadas de 105% do CDI e proteção do FGC até R$ 250 mil, tornando esse produto uma opção mais rentável sem abrir mão de cobertura em caso de falência bancária.

Comparação de Rentabilidade

Para ilustrar o impacto na rentabilidade, consideremos um investimento de R$ 50 mil por 12 meses, no cenário de Selic a 15% e inflação a 4%.

Enquanto a poupança oferece rendimento modesto, o CDB e o Tesouro Selic proporcionam ganhos reais muito superiores, mesmo após desconto de impostos.

Riscos e Limitações

  • A poupança possui rentabilidade limitada em todos os prazos, tornando-se um péssimo negócio para quem busca maximizar lucros.
  • Os juros cobrados em operações de crédito no Brasil são elevados, o que onera consumidores e empresas.
  • O Imposto de Renda reduz a rentabilidade líquida de títulos privados, mas ainda assim mantém a atratividade frente à caderneta.

Mesmo com esses pontos, a segurança e simplicidade da poupança fazem dela uma escolha para recursos emergenciais ou de curto prazo.

Estratégias para 2026

  • Reserve um valor correspondente a três a seis meses de despesas na poupança como fundo de emergência.
  • Alocar recursos no Tesouro Selic garante rendimento mais alto com baixo risco de mercado.
  • Combine aplicações: estratégia híbrida entre crédito e poupança para equilibrar liquidez e rendimento.

Para prazos mais longos, considere LCI/LCA isentas de IR ou fundos de debêntures, que podem oferecer até 12% de ganho real.

Conclusão

Em um ambiente de juros altos e inflação controlada, a decisão entre poupança e crédito passa pelo entendimento de perfil, prazo e necessidade de liquidez.

Embora a poupança seja fácil e sem custos, evitar a poupança em 2026 como única opção pode aumentar significativamente seu patrimônio ao longo do tempo.

Optar por CDBs, Tesouro Selic e outras alternativas permite aproveitar o potencial de ganhos reais superiores e proteger seu capital contra a inflação, alinhando segurança e rentabilidade.

Bruno Anderson

Sobre o Autor: Bruno Anderson

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